Três dias e duas noites. Foi esse o formato que eu fiz, e é esse o que eu recomendo para quem vai pela primeira vez.

Não é uma questão de economia. É que a programação de um hotel de selva é tão puxada que três dias já entregam trilha, focagem de jacaré, pesca de piranha, praia de rio, nascer do sol, visita a comunidade ribeirinha e uma noite dormindo de rede na mata. Tem dia com atividade às cinco da manhã e outra depois do jantar.

Abaixo está o roteiro dia a dia, do jeito que ele acontece.

Eu conheci a região a convite da Iguana Tour, e os passeios que eu indico aqui você contrata por conta.

Antes do roteiro: como se chega

Da minha pousada até Manaus foram cerca de três horas em quatro transportes: van, barco, kombi e outro barco. Parece cansativo e não é, porque cada trecho é curto e o trajeto já é paisagem.

Esse deslocamento consome a manhã do primeiro dia e o fim do terceiro. Considere isso ao marcar os voos: não marque voo de volta cedo no último dia.

Eu dormi uma noite em Manaus antes de subir o rio, no Local Hostel, que fica no Centro a poucos metros do Teatro Amazonas. Para quem chega de avião e sai cedo para a selva no dia seguinte, essa noite na cidade resolve a logística e ainda te deixa perto do que vale ver a pé em Manaus.

Dia 1: chegada e primeiro contato com o rio

Manhã: saída de Manaus e trajeto até a pousada.

Almoço: primeira refeição no salão coletivo, comida regional. É aqui que você preenche o formulário de restrição alimentar, se tiver.

Início da tarde: acomodação e tempo livre. Da varanda dá para ver botos aparecendo na frente da pousada, e eles aparecem mesmo, vários.

Fim da tarde: primeiro passeio de barco, com observação de animais. Macaco, bicho-preguiça e muitos pássaros. Na mesma saída acontece a pesca de piranha, com vara de bambu e frango como isca.

Pôr do sol: parada numa praia de rio para banho, quando a área está liberada. Tem gente jogando vôlei e o sol se pondo na frente.

Noite: jantar e, na sequência, a focagem de jacaré, um passeio noturno de canoa em que o guia procura o brilho dos olhos dos jacarés com a lanterna.

Conto os dois passeios em detalhe em focagem de jacaré e pesca de piranha.

Dia 2: o dia mais puxado

5h30: despertar para ver o nascer do sol no rio. É cedo, sua cara vai estar amassada e vale a pena mesmo assim.

Café da manhã: fruta, pão, bolo, ovo, salsicha, linguiça e sucos regionais. Peça o de cupuaçu.

Manhã: trilha de três horas na floresta. Terreno praticamente plano, ritmo lento, com paradas para o guia mostrar sapopema, larva comestível, técnica de água e formigas. O que cansa é o calor, não o esforço. Detalho tudo em trilha na selva amazônica.

Tarde: descanso na pousada e preparação para a noite na mata.

Fim da tarde: saída de barco para o ponto de acampamento. Cada pessoa monta a própria rede com mosquiteiro, e o guia ensina o nó.

Noite: jantar preparado ali mesmo, na floresta. E a noite inteira ouvindo a mata funcionar, porque quase ninguém dorme. O relato completo está em dormir na selva amazônica em rede.

Dia 3: cultura local e despedida

Espaço coberto com mesas no hostel onde dormi em Manaus

Manhã: volta para a pousada, café da manhã e banho.

Meio da manhã: visita à casa de uma moradora ribeirinha. Na minha viagem, conheci a dona Zila, que produz sabonete, óleo e repelente a partir da andiroba que cresce no quintal dela, além de trabalhar com argilas.

Essa é a parte do roteiro que eu mais recomendo levar a sério. Comprar direto dela é o jeito mais direto de o seu dinheiro ficar na comunidade.

No caminho ainda deu para ver búfalos e, de quebra, o transporte escolar da região, que é um barquinho.

Antes do almoço: última parada na praia de rio para banho.

Tarde: almoço e retorno a Manaus.

Três dias ou quatro dias?

A agência que eu usei trabalha com pacotes de três e de quatro dias. O de quatro inclui city tour em Manaus e um passeio de day use.

A minha recomendação é o de três dias e duas noites. Ele entrega todas as atividades de selva sem sobra, e a intensidade já é alta. Quatro dias fazem sentido se você quiser conhecer Manaus cidade, o que eu não fiz em nenhuma das duas viagens.

O que considerar antes de fechar

O panorama completo da viagem está no guia da Amazônia.

Perguntas frequentes

Quantos dias ficar na Amazônia?
Três dias e duas noites dão conta de todas as atividades principais de um hotel de selva. Quatro dias fazem sentido se você quiser incluir Manaus e um passeio de day use.

O roteiro de 3 dias na Amazônia é cansativo?
É intenso. Tem atividade às cinco da manhã e passeio depois do jantar, além de uma noite dormindo em rede na mata. Não é uma viagem de descanso.

Dá para escolher os passeios?
O pacote segue uma programação fixa para o grupo, mas participar é opcional. Dá para pular a focagem, a pesca ou a noite na floresta e ficar na pousada.

O que está incluso no pacote?
Hospedagem, todas as refeições, guia, passeios e transporte de ida e volta a Manaus. Bebida alcoólica e refrigerante ficam fora.

Preciso ficar em Manaus antes ou depois?
Eu dormi uma noite em Manaus na chegada, porque a saída para a selva é de manhã. Também vale não marcar voo de volta cedo no último dia, por causa das horas de deslocamento.

Precisa de guia ou dá para ir por conta?
A pousada tem acesso só por barco e a programação é operada com guia local. Na prática, a viagem é feita por pacote.

O vlog completo da viagem

Antes de fechar a sua viagem

Passeios e pacotes na Amazônia: eu fiz as minhas duas viagens com a Iguana Tour, agência de Manaus que opera os pacotes de três e de quatro dias na selva, com transporte saindo de Manaus. Fale com eles no Instagram da Iguana Tour e use o cupom ANDARILHAS na hora de fechar.

Onde dormir em Manaus antes de subir o rio: eu fiquei no Local Hostel, no Centro, pertinho do Teatro Amazonas. Eles também têm cupom ANDARILHAS para leitoras daqui.

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