Essa é a pergunta que mais me chega na DM quando falo do Chile: “Jé, Santiago é segura?” 💙

E eu vou te responder do jeito que sempre respondo aqui: contando o que eu vivi. Não vou falar de bairro que eu não pisei, nem repetir história que ouvi de terceiro. Fui a Santiago com a minha mãe e a minha irmã, ficamos em Providencia, andamos de metrô, fizemos passeios, comemos fora à noite. É sobre isso que eu consigo falar com propriedade.

A resposta curta

Santiago me pareceu uma cidade tranquila de circular, com um cuidado específico: o centro exige atenção redobrada, principalmente com celular e bolsa. Fora isso, eu andei super à vontade.

Não é uma cidade que me deixou tensa. É uma cidade que pede o mesmo bom senso que eu uso em São Paulo. E olha que eu moro em São Paulo, então esse é o meu parâmetro.

O centro: onde eu redobrei o cuidado

O centro histórico é lindo e é passeio obrigatório. La Moneda, Plaza de Armas, a Catedral, aquela arquitetura toda. Você vai, com certeza.

Mas foi o único lugar em que eu senti que precisava estar mais ligada. Na Plaza de Armas eu gravei rápido, peguei o celular, fiz o que precisava e guardei. Não fiquei com o aparelho na mão passeando, não deixei a bolsa pendurada no ombro de qualquer jeito.

O que eu faria (e fiz):

Isso não é motivo pra você cortar o centro do roteiro. É motivo pra você ir esperta. São coisas diferentes. 😊

Providencia e Las Condes: onde eu me senti tranquila

A gente ficou num Airbnb em Providencia, coladinho no Costanera Center, e eu circulei ali de dia e de noite sem susto nenhum. Bairro com movimento, comércio aberto, gente na rua, restaurante cheio.

Las Condes, onde fica o MUT e boa parte dos restaurantes que a gente foi, também me passou essa mesma sensação de tranquilidade.

Se você está em dúvida sobre onde ficar hospedada em Santiago, essas duas regiões são as que eu conheço e as que eu indicaria com a consciência limpa, porque eu dormi, andei e comi ali.

Sobre os outros bairros da cidade, eu não vou opinar. Não pisei. Não seria justo com você.

O golpe do táxi (esse aqui é importante)

Presta atenção nesse tópico, porque é o mais concreto de todos.

Táxi de rua em Santiago aplica golpe em turista. É comum. O motorista percebe que você é de fora, e aí aparece a corrida que custa muito mais do que deveria, o “a máquina não está funcionando”, o troco que some, o percurso que dá voltas.

O que fazer:

A gente usou a Transvip nas duas pontas do aeroporto, reservado pela internet antes de viajar. Dica de ouro que só quem já passou sabe: o ponto de encontro no aeroporto não é no desembarque. Você precisa subir um andar. Se você ficar parada embaixo esperando, não vai achar ninguém e vai achar que levou cano. Sobe. 😅

Escrevi um post inteiro sobre como sair do aeroporto de Santiago, com todas as opções.

Metrô: eu me senti bem

O metrô de Santiago é limpo, organizado, sinalizado, e foi o nosso principal transporte na cidade. Me senti bem usando, inclusive em horário de mais movimento.

Vale o mesmo cuidado de sempre em transporte público lotado: celular guardado, bolsa na frente, atenção ao entrar e sair do vagão. Nada além disso.

Eu escrevi um post só sobre como funciona o metrô de Santiago, com pagamento por aproximação e tudo. Vale a leitura antes de embarcar.

Nos passeios, zero preocupação

Uma coisa que me deixou muito tranquila na viagem: eu não dirigi em nenhum momento. Todos os passeios de fora da cidade a gente fez com a Zerando Chile, que leva e traz.

Isso muda o jogo. Você não precisa se preocupar com estrada na neve, com estacionamento, com placa em espanhol, com carro alugado parado em lugar que você não conhece. Você senta, olha a paisagem e curte. Pra quem viaja com mãe, com filho, com quem tem mobilidade reduzida, ou simplesmente pra quem não quer estresse, é o caminho.

Duas coisas que eu não viajo sem

Seguro viagem. Não é frescura e em muito destino nem é opcional. Se acontecer qualquer coisa, e “qualquer coisa” inclui bobagem tipo torcer o pé na subida de um mirante, você quer estar coberta. Eu uso a Coris, e com o cupom ANDARILHAS você tem desconto. Se quiser entender melhor o que olhar na hora de contratar, tem um post só sobre seguro viagem para o Chile.

Chip internacional. E aqui é literalmente segurança: estar conectada o tempo todo significa conseguir chamar um Uber na hora, abrir o mapa, mandar mensagem, checar endereço. Ficar sem internet numa cidade que você não conhece é o que te deixa vulnerável de verdade. Eu uso o Holafly, é eSIM, ativa antes de viajar e chega pronto. Cupom ANDARILHAS. Comparei as opções nesse post sobre chip de celular no Chile.

Resumindo pra você levar no bolso

Santiago não é uma cidade que assusta. É uma cidade que pede atenção num pedaço específico. E agora você já sabe qual é. 💙

Se você ainda está montando o seu roteiro, dá uma olhada no meu roteiro de 8 dias em Santiago, que tem tudo distribuído dia a dia.

Leia também

Passeios em Santiago

Todos os passeios que a gente fez foram com a Zerando Chile, e eu recomendo de olhos fechados: buscam no hotel, deixam de volta, guias que explicam de verdade e atendimento em português. Com o cupom ANDARILHAS você garante o seu desconto.

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Qualquer dúvida, me chama lá no Instagram @andarilhas. Boa viagem! 💙

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