A pergunta que mais recebo sobre viagem ao Chile é: o seguro viagem é obrigatório? Vale contratar seguro viagem para o Chile? A resposta curta é sim, e eu explico por quê.

A resposta direta: não é obrigatório, mas é essencial. E vou te explicar por quê essa distinção importa.


Seguro viagem para o Chile é obrigatório ou apenas necessário?

As informações oficiais para turistas estrangeiros ficam no Sernatur, o serviço nacional de turismo do Chile. E se o seu roteiro inclui o deserto, veja também seguro viagem para o Atacama.

Selfie com uma lhama no altiplano do deserto do Atacama, no norte do Chile
As lhamas aparecem em vários trechos de estrada do Atacama.

O Chile não exige comprovante de seguro viagem na entrada do país desde 2022. Você pode entrar só com passaporte ou RG e pronto.

Mas o governo chileno e o governo brasileiro recomendam fortemente a contratação. E essa recomendação existe por um motivo muito concreto: o Chile não oferece cobertura de saúde para turistas estrangeiros. Qualquer atendimento médico, de uma consulta simples a uma cirurgia, é cobrado integralmente do paciente.

Eu mesma já precisei usar seguro em viagens. Na Argentina fiquei com febre alta e precisei de atendimento médico. Na Patagônia precisei de uma injeção de emergência. Em ambas as situações o seguro resolveu tudo sem custo adicional. Sem seguro, seriam gastos que poderiam ter comprometido o restante da viagem.


Por que o seguro viagem para o Chile cobre riscos específicos

Mulher sentada em uma rocha avermelhada diante da lagoa de água turquesa de Piedras Rojas, no deserto do Atacama, Chile
Piedras Rojas: um dos cenários mais impressionantes do deserto do Atacama.

O Chile é um país longo e diverso, com destinos que vão de grandes cidades a desertos extremos e montanhas geladas. Cada região traz seus próprios riscos:

Santiago: cidade grande com os riscos urbanos de sempre. Carteiristas, acidentes de trânsito, imprevistos típicos de capital.

Atacama: altitude extrema com risco de mal de altitude, passeios remotos longe de hospitais e temperaturas que variam de 30°C a -20°C no mesmo dia.

Ski em Valle Nevado e Farellones: esportes de inverno têm alto risco de lesões. Verifique se o seu plano cobre esportes radicais.

Patagônia: trilhas longas, condições climáticas imprevisíveis, localizações remotíssimas onde um resgate pode custar uma fortuna.

Patagônia chilena e argentina: se você planeja combinar os dois países numa viagem, verifique se o seguro cobre a América do Sul inteira, não só o Chile.


O que o seguro precisa cobrir

Despesas médico-hospitalares: o essencial. Para o Chile recomendo cobertura mínima de USD 30.000, mas quanto maior melhor.

Altitude: se você vai ao Atacama, verifique se o plano cobre atendimentos causados por altitude elevada. Alguns planos excluem isso.

Esportes de aventura: ski, snowboard, trekking, rapel. Se estiver no seu roteiro, precisa estar no seguro.

Cancelamento de voo e bagagem extraviada: útil em qualquer viagem.

Assistência jurídica: muito importante para quem vai alugar carro no Chile, especialmente na estrada entre Calama e San Pedro.


Seguro do cartão de crédito é suficiente?

Não. Os seguros incluídos em cartões de crédito costumam ter coberturas muito limitadas, com tetos baixos e exclusões que só você descobre na hora do sinistro. Verifique as condições gerais do seu cartão antes de depender dele.


Qual seguro viagem para o Chile contratar

Leia mais: Seguro viagem para o Atacama: por que é indispensável.

A seguradora que eu indico é a Assist365, com cobertura para o Chile e toda a América do Sul, atendimento 24h em português e acionamento direto pelo aplicativo.

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Qualquer dúvida, me chama lá no Instagram @andarilhas. Boa viagem!

Assista aos vídeos da viagem pelo Atacama

No vlog abaixo você acompanha a nossa viagem completa pelo deserto do Atacama, dia a dia:

E neste vídeo eu explico como funciona cada um dos passeios do Atacama, para você entender o que esperar antes de fechar o seu roteiro:

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