Post de blogueira normalmente mostra só a foto bonita no mirante. Esse aqui vai mostrar o outro lado. 😅

Eu fui ao Peru três vezes e cometi burrada em todas elas. Uma me custou um passeio inteiro. Outra me custou dinheiro. Outra me custou espaço na mala e muito arrependimento.

Então aqui estão os nove erros, com nome e sobrenome, para você não repetir nenhum. 👇


Erro 1: escolher a agência mais barata para a Montanha Colorida 💔

Esse é o campeão, e é por isso que ele vem primeiro.

Na minha primeira ida à Vinicunca eu contratei a opção mais barata que encontrei. Bem barata. A van não tinha oxigênio, não havia suporte nenhum, e o guia não parecia notar quem estava ficando para trás.

E eu fiquei para trás. Enjoo, dor de cabeça latejando, falta de ar a cada passo — literalmente contando até dez, parando, contando de novo. E olha que eu treino, não sou sedentária de jeito nenhum.

Resultado: não cheguei ao topo. Voltei no meio da trilha, sem a foto, sem o mirante, sem nada.

💡 A lição: em passeio de alta altitude, agência é item de segurança, não de conforto. Economizei alguns dólares e perdi o passeio inteiro. Depois tive que voltar ao Peru outras duas vezes para conseguir subir.


Erro 2: julgar quem sobe de cavalo na Montanha Colorida 🐴

Esse aqui é o que mais me envergonha.

Na primeira subida, eu julguei quem ia de cavalo. Achei que ia conseguir na raça, porque tenho muito dó dos animais e porque me achei capaz. Lutei, lutei e insisti em subir a pé.

Resultado: passei muito mal, chorei na trilha e voltei sem chegar ao topo. Saí de lá traumatizada.

Na segunda vez, eu não consegui subir sem cavalo. Simples assim. Peguei o cavalo, e foi assim que eu finalmente vi a montanha inteira — depois de ter voltado no meio do caminho na primeira tentativa.

💡 A lição: não existe prêmio para quem sofre mais. Se o seu corpo pedir, pegue o cavalo sem culpa. E se você tem dó dos bichos, como eu, o caminho não é se sacrificar: é escolher uma agência que trate bem os animais e perguntar isso antes de fechar.


Erro 3: subestimar a altitude na própria cidade ⛰️

Eu sabia que a Montanha Colorida seria difícil. O que eu não esperava era passar aperto para subir uma ladeira em Cusco.

Teve uma noite em que a subida até um restaurante quase me acabou. Cusco fica a 3.400 metros, e qualquer inclinação te deixa ofegante nos primeiros dias.

💡 A lição: vá devagar até nas coisas banais. Nos primeiros dias, considere táxi para lugares em ladeira, mesmo que pareça perto no mapa. Perto no mapa e perto no pulmão são coisas diferentes a 3.400 metros.


Erro 4: esquecer o Boleto Turístico no hotel 🎫

Clássico, e totalmente evitável.

O Boleto Turístico dá acesso a 16 pontos turísticos de Cusco e do Vale Sagrado, custa 130 soles e vale por 10 dias. Num dos dias de passeio eu simplesmente esqueci o meu no hotel — e tive que comprar ingresso avulso na hora.

Parabéns pra mim. 🙃

💡 A lição: guarde o boleto junto do passaporte, dentro da mochila que você leva todo dia, e não tire de lá. É papel, é fácil de esquecer, e cada passeio exige apresentação.


Erro 5: viajar de mala de mão 🧳

Eu embarquei com mala de mão achando que estava sendo esperta. Voltei arrependidíssima.

O artesanato peruano é lindo e barato: ponchos, quadros, enfeites, chocolate, tecidos. Eu comprei duas pinturas de um artista de rua porque na hora de pagar me apaixonei por uma segunda. Comprei enfeite de parede. Comprei chocolate.

E passei a viagem inteira fazendo conta mental de espaço.

💡 A lição: leve mala despachada, ou pelo menos vá com espaço sobrando. Pisac e Chinchero são armadilhas lindas para o seu autocontrole.


Erro 6: acreditar nas fotos editadas 🌈

Eu cheguei na Montanha Colorida com a imagem do Pinterest na cabeça: rosa neon, verde-limão, contraste absurdo.

Terraços incas no Peru
O Peru real é mais terroso e menos saturado que as fotos editadas

A montanha real é mais terrosa, mais suave, com tons de vinho, mostarda e verde acinzentado. As cores existem, são lindas e são reais — mas menos saturadas do que nas fotos que circulam por aí.

Não foi decepção com o lugar. Foi expectativa mal calibrada.

💡 A lição: vá sabendo disso e você vai amar o que ver. E torça por sol, porque em dia nublado as cores ficam bem mais apagadas.


Erro 7: aceitar a massagem de 20 soles da rua 💆‍♀️

Em Cusco tem gente oferecendo massagem na rua o tempo todo. Uma delas anunciava 20 soles, e eu topei.

Só que o preço da calçada era isca. No fim das contas eu paguei bem mais do que os tais 20 soles.

Não fui roubada, não passei perrengue sério. Mas paguei caro por não ter confirmado nada antes de deitar.

💡 A lição: se quiser fazer massagem — e vale, é uma delícia depois de dias de trilha —, entre num lugar com tabela de preços na parede e confirme valor, tempo e o que está incluído antes de começar.


Erro 8: quase comprar gato por lebre 🧢

Duas situações que quase me pegaram:

🧢 Um vendedor me garantindo que o boné era “original”. Fui olhar a etiqueta e estava lá, em letras bem claras: made in China.

🧶 E a armadilha maior: lojas vendendo como alpaca o que não é alpaca. Muita etiqueta mentirosa por aí.

💡 A lição: aprenda o teste do toque. Alpaca de verdade é molinha, sem bolinhas e gelada ao toque. Passe a mão antes de pagar. E no Peru se pechincha em tudo — faz parte do jogo, e ninguém se ofende.


Erro 9: não deixar margem para o Peru ser o Peru 📅

Esse é menos “erro que eu cometi” e mais “susto que eu aprendi a evitar”.

No Peru acontecem imprevistos que não dependem de você: estrada bloqueada, greve, atraso de trem, clima fechando passeio. Nada disso é comum a ponto de assustar, mas acontece.

E o pior cenário é ter esses imprevistos colados no voo internacional de volta.

💡 A lição: deixe um dia de folga entre o fim do roteiro e o voo de volta. Esse único dia resolve a esmagadora maioria dos sustos.


O erro que eu NÃO cometi (e que salvou minha viagem) 🥬

Já que estou listando o que fiz de errado, vale registrar o que fiz certo.

Sou vegetariana, e avisei a agência sobre isso na hora de contratar, não no dia do passeio. Resultado: nunca fiquei sem opção em nenhum almoço, nem nos restaurantes de estrada no meio dos Andes, nem no almoço em Machu Picchu.

Restaurante em estrada de montanha não tem cardápio alternativo à mão. Quem avisa antes come bem. Quem avisa na hora come batata. 🥔


O que eu faço hoje, depois de errar bastante

Aprendi da forma difícil que os dois pontos onde não se economiza no Peru são os dias de montanha e o dia de Machu Picchu. É onde o erro não tem conserto: um por risco físico, outro por regra burocrática irreversível.

✨ Por isso eu faço minhas viagens ao Peru com a Araya Expedições: guia e atendimento em português, grupos de no máximo 10 pessoas, carro exclusivo, ingressos, trem, ônibus e almoços resolvidos. E, quando o risco de um passeio aumentou, eles simplesmente pararam de levar — o que para mim vale mais do que qualquer propaganda.

Não é a agência mais barata. É a que faz eu chegar bem e voltar bem.

🎟️ Use o cupom ANDARILHAS para desconto. Contato pelo Instagram @araya.expedicoes.

🛡️ Seguro viagem. Esse é o erro número dez, o que eu não cometi: nunca fui ao Peru sem seguro, e não iria. Eu uso a Coris com o cupom ANDARILHAS.

📱 E leve chip de internet: eu uso o eSIM da Holafly, também com o cupom ANDARILHAS.


Resumindo os 9 erros

1️⃣ Escolher agência pelo preço em passeio de altitude
2️⃣ Julgar quem sobe de cavalo — e sofrer à toa
3️⃣ Subestimar a altitude dentro da própria cidade
4️⃣ Esquecer o Boleto Turístico no hotel
5️⃣ Viajar de mala de mão
6️⃣ Acreditar nas fotos editadas
7️⃣ Aceitar oferta de rua sem confirmar preço
8️⃣ Comprar sem checar se o produto é o que dizem ser
9️⃣ Não deixar dia de folga antes do voo de volta

Errei nas três viagens, e é justamente por isso que eu volto — e por isso que esse blog existe. Se você evitar até metade dessa lista, já vai aproveitar mais o Peru do que eu aproveitei da primeira vez. 💙

👉 Veja também: roteiro de Cusco de 5 e 7 dias, mal de altitude em Cusco e o que levar na mala

Qualquer dúvida, me chama lá no Instagram @andarilhas. Boa viagem!

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