Se eu tiver que eleger o passeio que mais me surpreendeu em Santiago, é esse. 🍷
Eu fui pra Haras de Pirque esperando “uma vinícola bonitinha” e saí de lá dizendo em voz alta pra câmera: valeu MUITO a pena esse passeio. E olha que eu não sou aquela pessoa entendida de vinho, daquelas que gira a taça e fala de taninos. Vou te contar exatamente por quê.
🐴 Primeiro: por que “Haras”?
Essa é a história que faz o lugar todo fazer sentido, e que eu acho que ninguém te conta antes.
Haras significa criação de cavalos de raça. E não é figura de linguagem: ali funcionou um dos haras mais antigos do Chile, da tradicional família Matte. O dono juntou as duas paixões da vida dele — cavalos e vinho — no mesmo lugar.
E aí vem a parte genial: a construção principal tem o formato de uma ferradura. 🧲 Vista de cima, a bodega é literalmente uma ferradura gigante, com uma fonte no centro. É lindo, é único no mundo e é o tipo de coisa que te faz querer um drone só pra fotografar aquilo.
Mas não é só estética. O formato tem função: a construção foi feita em degraus, então a gravidade trabalha a favor da produção. Os tanques de fermentação ficam na parte mais alta, as barricas de envelhecimento embaixo, e o vinho desce sozinho de um estágio pro outro. Ou seja: bonito E inteligente.
💡 Um detalhe pra quem for esperando: hoje não tem mais cavalos no local. A história ficou na arquitetura e no nome.
Ah, e em 2002 a famosa família toscana Antinori entrou no projeto — o que explica o ar meio italiano de tudo por lá.
📍 Onde fica e como chegar
A Haras de Pirque fica no Valle del Maipo, aos pés da Cordilheira dos Andes, a cerca de 1 hora do centro de Santiago. É perto o suficiente pra ser meio período, e longe o suficiente pra você sentir que saiu da cidade de verdade.
🚐 O passeio busca e devolve você no hotel, o que faz muita diferença aqui — você vai beber vinho, então dirigir está fora de questão, e a zona rural de Pirque não é lá muito amigável pra aplicativo de transporte.
⏰ Sobre as versões do passeio — atenção aqui: existem formatos diferentes, e eles não incluem a mesma coisa. Tem versão curta pela manhã, que é basicamente tour e degustação. E tem a versão sunset, que sai no começo da tarde e inclui jantar na vinícola.
Eu fiz a versão sunset, com saída às 14h, e recomendo demais. A luz caindo sobre os vinhedos com a cordilheira ao fundo é absurda 🌅, e ainda te deixa a manhã inteira livre pra outra coisa. Foi o que eu fiz: emendei com um passeio tranquilo pela cidade de manhã.
🍇 Como é o tour
O tour é bem personalizado e passa por dentro da bodega. Você caminha por uma passarela na parte de cima e enxerga tudo de uma vez: os tanques, as barricas, a estrutura inteira daquele prédio em ferradura. Dá pra entender a produção mesmo sem saber nada de vinho.
A sala de degustação fica na parte de baixo, num ambiente meio caverna, embaixo da fonte central. É de um charme absurdo.
Provamos 3 vinhos. É uma vinícola considerada boutique, de produção pequena e vinhos finos, com foco em viticultura orgânica — então não espere aquela linha de produção industrial gigante. É outra pegada, mais íntima.
Entre os rótulos, dois que aparecem bastante: o Chardonnay e o Hussonet Cabernet Sauvignon Gran Reserva. Guarda esse nome Hussonet, porque ele volta já já.
🍽️ O jantar harmonizado (a melhor parte, na minha opinião)
Aqui é onde o passeio deixa de ser “uma visita a vinícola” e vira uma experiência de verdade.
O restaurante da vinícola se chama Hussonet — o mesmo nome do vinho — e tem vista pros vinhedos e pra cordilheira. Poucas vinícolas do Valle del Maipo têm restaurante próprio, e esse é um dos motivos de a Haras se destacar.
O menu funciona assim: entrada + prato principal + sobremesa, com opções pra escolher em cada etapa, e duas taças de vinho inclusas. 🍷
No menu que peguei, as escolhas eram:
- Entrada — truta salmonada defumada com maçã verde, aipo, endro e emulsão de limão; ou couve-flor assada sobre creme de amêndoas torradas com queijo curado chileno e manteiga noisette.
- Principal — ossobuco cozido lentamente com purê rústico e gremolata; ou agnolotti recheado com portobello e ricota, com cogumelos grelhados, areia de shiitake e lascas de parmesão.
- Sobremesa — peras ao vinho tinto; ou leite nevado, com creme inglês, merengue italiano e frutos secos.
Ou seja: é comida de restaurante bom mesmo, não é “almoço de passeio turístico”. 😍
⚠️ Dois avisos práticos: o menu não inclui gorjeta, e os pratos mudam com a estação do ano. O que você vai comer provavelmente não é exatamente o que eu comi — mas o nível é esse.
🎁 E tem o presente
Essa foi a parte que me fez gritar no story: todo mundo ganha uma garrafa de vinho ao ir embora. 🍾
Cada uma de nós saiu com uma garrafa diferente — eu fiquei com o Hussonet Cabernet Sauvignon e minha mãe com o Chardonnay. É um mimo lindo e um souvenir muito melhor do que qualquer imã de geladeira.
💡 Mas atenção, porque isso é importante: o brinde estava vinculado ao pacote de jantar com sunset. Quem fez esse pacote ganhou a garrafa. Se você comprar uma versão mais curta, só com tour e degustação, provavelmente não terá o mimo. Então, se a garrafa faz diferença pra você, confirme qual pacote inclui.
🤔 Vale a pena? Pra quem é (e pra quem não é)
Vale muito se você:
- Quer um dia bonito e tranquilo, sem acordar de madrugada
- Gosta de comer bem (a refeição sozinha já justifica)
- Curte arquitetura e fotografia — aquela ferradura é a foto mais elegante da viagem
- Quer intercalar com um dia pesado de montanha 🏔️
- Está viajando a dois ou levando alguém especial. É um passeio romântico.
Talvez não seja pra você se:
- Você não bebe nada de álcool — ainda dá pra fazer pela arquitetura e pela comida, mas você paga por algo que não vai aproveitar por inteiro
- Está com criança pequena. Não é um lugar de brincar, e não tem mais cavalos pra ver.
- Seu orçamento está apertado. A versão com jantar é uma das mais caras da região justamente por incluir a refeição completa — nesse caso, olhe as versões só de tour e degustação.
💡 Dicas pra aproveitar melhor
🌅 Escolha a versão sunset se puder. A luz nos vinhedos muda tudo, e é a que inclui o jantar.
📸 Reserve tempo pro terraço antes de sentar pra comer. A vista da cordilheira dali é o ponto alto.
🧥 Leve um casaco. Ali é campo, é aberto e venta — e no fim de tarde esfria rápido.
🍷 Coma alguma coisa antes de sair do hotel. Você vai começar a beber no tour, antes da refeição.
🚫 Não tente encaixar duas vinícolas no mesmo dia com essa. Com a refeição completa, ela toma o período inteiro. Se você quer duas, escolha tours mais curtos.
🗓️ Reserve com antecedência. Restaurante de vinícola boutique tem poucas mesas.
🍷 Como eu fechei meus passeios em Santiago
Eu fiz meus passeios em Santiago com a Zerando o Chile, e nesse aqui a comodidade contou muito: eles buscam e deixam no hotel, com guia brasileiro, e você não precisa se preocupar em como voltar depois de umas taças de vinho. 😅
Pra falar com eles, é só clicar aqui e chamar no WhatsApp e usar o cupom ANDARILHAS pra garantir o seu desconto. Pergunta especificamente pela versão sunset com jantar, que foi a que eu fiz — é ela que inclui a refeição completa e o brinde da garrafa. 💙
Qualquer dúvida, me chama lá no Instagram @andarilhas. Boa viagem! 💙